Sexta-feira, Dezembro 30, 2011

Andorinha

Não é a toa que me esmero
Quando te espero
Mesmo sem vires
Oh Andorinha,
Eu fico com medo
E mesmo em segredo
Peço para não partires

Meu coração acelera
E de novo na espera
Volto a sentir
Ah andorinha,
Toda aquela emoção
De uma nova paixão
Que teima em persistir

Se eu pudesse contar
Ou a alguém revelar
Como roubaste de mim
Andorinha,
Esse meu coração
Mesmo sem intenção
E tão simples assim

De volto ao meu canto
Mesmo em pranto
Conto-te aqui
Andorinha minha,
Meu mais novo encanto
Não te vás, sê meu manto
Preciso de ti

Quarta-feira, Dezembro 07, 2011

Devaneios de aurora

Que vontade louca foi esta de escrever em plena madrugada – 04:26 mais precisamente – e eu que deveria estar a dormir, encontro-me aqui ainda que meia perdida a divagar pelos meus próprios pensamentos como se buscasse de forma urgente algumas soluções. E lembro-me então das ultimas conversas com as amigas sobre assuntos do coração, o ultimo vídeo que vi à minutos que falava de uma historia de amor à distância – que não chegou a concretizar-se – irrompida pelo destino que ceifou a vida de uma das partes, lembro a ultima foto que fitei de dois pássaros coloridos numa demonstração plena e natural de afeto e ainda a meio gás travo as ideias e a reflexão que surge é tão inata – tal como as palavras que escorrem até aos dedos que as digitam – afinal, tudo neste mundo gira mesmo em torno de amor, afinal, amor não é de todo semelhante aquela dor que dilacera e fere o coração como se especulara por aí, amor é outra coisa. E de certo foi o amor pela escrita que me impediu o sono, ainda que não tenha sido o amor propriamente dito o motivo que me trazia esta vontade de rabiscar. Paro, penso, olho o que me rodeia sem prestar atenção a nada, pois o que de fato me trouxe aqui, a mais esta discussão de palavras, foi o que está dentro, não do peito mas da alma. Ah e como eu gosto de falar de alma, de essências, é isso que me apaixona de verdade, conseguir ver para lá dos rostos bonitos ou fatigados, ver para lá dos corações que transbordam emoções alegres ou amarguradas, ver para lá do óbvio. Por mais vontades tolas que em momentos de dor e desespero já me tenham assolado num ápice imperceptível sou obrigada a admitir com o mais largo dos sorrisos que sou uma eterna apaixonada pela vida, pelas pessoas, pelos seres vivos desta terra - que tantas vezes pisamos sem lhe reconhecer o valor merecido.

Terça-feira, Novembro 08, 2011

' As melhores coisas dess vida '

As melhores coisas dessa vida
A agente não fala, grita
As melhores lembranças
A gente não esquece, recorda
Os melhores momentos
A gente não espalha, vive
As melhores pessoas
A gente não deixa, procura
As melhores sensações
A gente não vê, sente
Os melhores sorrisos
A gente não guarda, partilha
As melhores coisas dessa vida
A gente não cala, silencia
As melhores emoções
A gente não apressa, espera
Os melhores segredos
A gente não revela, escuta
As melhores conversas
A gente não fala, sussurra
As melhores quimeras
A gente não frustra, guarda
Os melhores sonhos
A gente não idealiza, realiza
As melhores coisas dessa vida
Tem um preço, e é caro
Mas vale mais a pena
Pelo esforço exigido e a conquista conseguida
Do que todas as outras coisas!

Quinta-feira, Novembro 03, 2011

Vivo porque sei sonhar

Sempre acreditei na fantasia como se fosse realidade
Como se a minha imaginação fosse a verdade
Como se todos os meus delírios fossem certezas irrefutáveis.
Sempre fui uma sonhadora de mão cheia,
Uma lunática disfarçada, uma louca imparcial.
Sempre busquei nas utopias o brilho dos meus olhos,
Nas quimeras todos os meus sonhos.
Sempre fui eu a crente equilibrada
Sem deixar de ser eu a idealista pacificada.
Sempre confiei que as ilusões se transformam
E as verdades se moldam até serem reais.
Sempre fui assim autêntica, sem medo desse mundo imaginário
O que de fato me assustava era a exactidão que se escondia
Em tudo o que a ele fosse contrário.
Sempre soube afinal que não padecia em mim o receio de viver
Mas carecia sim a vontade de fazê-lo sempre cheia de devaneios.

E já dizia Fernando Pessoa: “Tenho em mim todos os sonhos do mundo”“E para quem vive a sonhar é muito mais fácil viver” colmatou Margarida Rebelo Pinto.

Sexta-feira, Outubro 28, 2011

A-C-R-E-D-I-T-A-R ... assim pausado até ser credível .


Tenho uma mania tola de escrever nos momentos em que toda a gente, ou pelo menos, a maior parte das pessoas acredito eu, o que mais desejariam era sair com os amigos, ir beber um copo, dançar um pouco, distrair-se, ir ao cinema, mas eu não. Para mim existe algo que costumo chamar de “minha terapia” mais do que qualquer analgésico – até porque para dor ou angústia de almas ainda não conheço nenhum forte o suficiente. Eu sei que parece dramático demais, talvez o seja, mas se assim não fosse simplesmente não seria eu. Confuso? Talvez um pouco também, mas nem tanto assim que não me consigam compreender. Acontece que eu não me fecho, não por completo, só me recolho um pouco mais do que o habitual – embora muitos me digam que já é o bastante – como se, de volta ao meu casulo – leia-se, sozinha perdida nos meus pensamentos – me encontre, fecho os olhos, procuro uma melodia qualquer da natureza, seja a chuva, os passarinhos, o vento – mas sim preferencialmente a chuva porque me inspira – e então escrevo. Às vezes das minhas palavras saem simples frases, textos gigantes, poesias, contos e até já letras de música foram escritas. Na verdade, escrevo de tudo sempre que me dá vontade. E felizmente para mim, creio eu, são frequentes essas eloquências da minha mente. Gosto do gosto de gostar do prazer que me dá dedilhar cada palavra, quase como se fosse um suspiro e admito que não só me faz bem como é simples e indiscutivelmente necessário – sem exageros falseados – como o ar que respiro. É como que, libertar-me.

Um dia um anjo sem asas, mas com os melhores abraços do mundo
Disse-me que a chave para o meu bem-estar traduzia-se em uma palavra
Disse-me que bastava eu ter sempre essa palavra comigo para o resto fluir
Disse-me ainda que mesmo sendo anjo nunca me deixaria só,
Jamais sairia do meu lado, estaria comigo para e por qualquer fase
Por que simplesmente fazíamos parte da mesma alma, ou pelo menos
Era assim que nos víamos, era nisso que gostávamos de acreditar…
(silêncio)
Ei-la, a palavra-chave, ACREDITAR.
Agora sei o quanto faz sentido todo aquele discurso para me levantar o ânimo
Não eram só palavras jogadas ao vento ou atiradas como barro contra a parede
Na esperança que eu me ergue-se e reagisse mesmo julgando-me sem forças
Era muito mais que isso…
Parece que por ora tudo se encaixa e quero realmente acreditar
Que assim continuarei, seguirei sem desistir mesmo que volte a fraquejar
A vida é feita disso mesmo, não é só matéria, é sentimento, e agora sei
Se eu acreditar, por pouco que seja, mas mais um pedacinho a cada dia
Conseguirei…
E não há nada que me impeça de tentar e tentar e voltar a tentar, se acreditar
Que um dia todo o esforço será compensado, e que das boas sementes plantadas
Colherei os meus melhores frutos.
À semelhança da Natureza, ora não fosse a vida, mais uma das suas criações,
Uma dádiva,
Tudo acontece no tempo certo para acontecer.
Só precisamos de paciência… até para ACREDITAR. “

Bem, talvez para muitos o que digo agora pode não fazer qualquer sentido, pode até parecer um desvario, caindo eu no risco de soar apenas a mais uma louca que se julga saber sobre a vida, mas não. Não sou pretensiosa, mas a verdade também, é que tão pouco me importam essas opiniões, esses pré-julgamentos sem conhecimento do que quero de fato dizer. Mas não me avaliem mal ou me estimem grosseira, aqueles que até aqui leram simplesmente por que lhes apeteceu continuar, agradeço, e explico-me – sempre tive esta necessidade de clareza, de não deixar nada por dizer, nada incompreendido – eu escrevo porque gosto, porque preciso, porque quero, porque sim, sem mais satisfações. São somente meras palavras minhas, digitadas ao som da chuva, na tentativa de registar o que sinto, sei ou passei, agora ou em qualquer outro momento da minha vida. Quero unicamente deixar gravado em palavras, para que em qualquer outra altura possa consultar sem me esquecer que o importante é acreditar. Não interessa em quê ou como, desde que me permita acreditar. Assim me disse aquele “anjo”.

Quinta-feira, Outubro 27, 2011

Em - fim


Desta vez não foi fácil, nem difícil, nem doloroso, nem prazeroso, não foi nada, desta vez escrever-te tornou-se apenas uma necessidade minha de desapego com o passado que neste momento não causa em mim qualquer tipo de sentimento. E podes perguntar-me - "mas então por que me escreves"?! – eu respondo-te, simplesmente porque na minha cabeça para as coisas seguirem o seu caminho e de certa forma para terem algum sentido, antes de escrever sobre o meu presente, ou sobre o que presentemente desejo escrever, sinto a necessidade de desfazer nós, ou melhor dizendo, cortar laços. És passado, completamente, e só me lembrei de encerrar-te na minha escrita, – sim, porque na minha cabeça à muito que já não permaneces – pois ao arrumar certas gavetas, isto é, certos textos que em tempos digitei, apareceste – e como já te disse, para que tudo se encaixe preciso de fechar essa “gavetas”. Embora a tua não mais estivesse aberta, também não estava ainda trancada, mas desta vez ficará. E sabes, podes alegrar-te e retirar esse ar sisudo do rosto, é que ficas mais bonito a sorrir – imagino-te a corar enquanto lês, sempre tiveste essa timidez encantadora, conheço-te bem – por que de todas as minhas "paixões" és a única que não guardo nenhum sentimento menos bom. A ti posso até recordar-te com uma certa malícia no sorriso e um real carinho no olhar. Foste de todos o mais difícil de conquistar, deste trabalho, luta, mas eu não sou mulher de desistir, por que não me querem mas sim porque eu não quero mais – pode soar a presunção, que o seja então, mas é a verdade. Bem, desisti de ti aos poucos, fui-me cansando, e os caminhos diferentes que tomamos ajudou a que não passasses duma boa recordação – sem nenhuma espécie de mágoa ou hipocrisia sei que o quer que tenhamos sido, fomos igualmente um para o outro – e depois de ter conseguido alguns minutos da tua atenção - horas na verdade - depois de nem me ter despedido de ti quando vim embora daquele lugar onde nos encontramos e em que eu tinha a plena certeza que jamais te voltaria a ver, depois de tudo isso, dei por mim a desistir aos poucos, não foste "grande" o suficiente para eu insistir e ainda bem. Fomos uma espécie de diversão platónica – com carinho e mistério á mistura – um para o outro, e não o digo com ironia mas sim com sinceridade e tu sabe-lo bem. Aliás, foi assim que nos soube bem. Se mais tivéssemos sido talvez hoje fizéssemos parte das memórias nefastas, ruidosas, e más que outros fazem também, mas não, conservamos de certo modo o encanto que despertávamos e deixamo-nos cair no esquecimento naturalmente. Não sei do futuro, e ainda que hoje a minha trilha seja completamente diferente daquele que imaginei caso tivesses permanecido nos meus dias, o fato é que acredito como sempre acreditei, que nada é por acaso, mas é uma certeza também, que o acaso que te trouxe a mim ou que me levou a ti, ainda não o entendi bem e nem para que serviu. Em meio a estas incertezas, dou até por mim a pensar que talvez tenhas sido só uma brisa de ar fresco em meio a tanta poluição que engolia naquela altura, talvez tenhas sido só o meu sonho bom, aquele sonho que por nunca se ter realizado totalmente, não tem feridas, não tem fim, não tem sequer um começo certo, foi uma utopia, e como tal sempre estará trancado na caixinha dos melhores sonhos que já sonhei. Hoje, alguns meses depois desde a última vez que te vi, posso ainda recordar o teu semblante, encostado àquele vidro a fumar o teu cigarro, observando e disfarçando pelo canto do olho a minha chegada, com aquela chuva que caia brutamente na calçada, encaraste mas recolheste-te de imediato ao teu posto - afinal era o teu local de trabalho e profissionalismo era coisa que não te faltava - e então sorriste, tímido e sedutor ao mesmo tempo, como só tu sabias ser. Agora, encerrando esta história - bonita mas irregular - tranco-te na minha gaveta, mas lembra-te que não estás preso e nem eu quero prender-te, és livre, tens um mundo a teus pés se o quiseres – embora eu me pareça que ainda não reconheces o valor que tens - vou seguir a minha linha, segue a tua também, e se um dia se cruzarem novamente, talvez aí eu entenda qual o significado do acaso que te colocou na minha vida e nos juntou. Um dia quem sabe, talvez te ligue, talvez tu me telefones até, talvez possamos finalmente e sem mais entraves, sair e tomar aquele café de que falamos. E se esse dia chegar, tenho a certeza far-me-á bem a mim e a ti também. Actualmente é só um talvez.

PS: já me estava a esquecer, existe algo que compreendi. Outrora foste "my only obsession" ainda te lembras?! Pois então, passaste desse estágio para um outro tão mais estável, "the good dream I dreamed". Mas não te preocupes, tempos são tempos, e eu não posso e nem quero mudá-los, o que foste sempre o serás, mas em tempos diferentes, cada coisa no seu devido lugar, compreendes!? Enfim, relaxa, até porque aquela música, sempre será tua.


Com ternura,
aquela menina.

“ because you are the good dream I dreamed ".

Sábado, Maio 14, 2011

O que fazes do teu sonho?!

Os sonhos são projectos a longo prazo dos quais jamais devemos abrir mão, não concordam?! Pois bem. Eu penso assim. Mas - sim porque sempre existe um "mas" e é esta pequena palavrinha que com sabedoria devemos tentar retirar do caminho quando necessário - continuando - E quando o nosso sonho não depende única e exclusivamente de nós?!

Quando depende de "um alguém", seja uma amiga, um namorado, um familiar, com quem sonhamos juntos o mesmo o sonho, nos diz: "agora não posso" ou "eu espero por ti" ou ainda "eu vou conseguir primeiro" - a pergunta que eu faço é simples "até que ponto temos o direito, mesmo sendo algo em conjunto na primeira fase, de condicionar o "outro" a realizar o sonho só quando nós mesmos conseguimos reunir as condições necessárias para segui-lo também?!" - ou por outro lado - "que direito temos nós de sonhar em conjunto, e na primeira oportunidade saltarmos fora só porque podemos realizar o dito sonho mais depressa ou de outra forma?!".

Talvez ambas sejam de uma forma ou de outro uma demonstração de "egoísmo", no entanto, e de forma consciente e imparcial julgo que, na primeira, o sonho era partilhado e eram aceites as suas condições, os seus senãos, enquanto que no segundo passa automaticamente a uma realidade imposta. E isto ocorre a meu ver, quando não há conversa, quando não há seriedade e sinceridade, quando simplesmente, o compromisso de palavra deixa de ter o sentido que tinha inicialmente.

E quando o sonho depende de outras coisas, condições externas e internas que nos impedem e nos limitam a realização. Aí, o que nos resta!? Se perdes o emprego e já não vais poder fazer a tua viagem de sonho quando planeaste; se terminas um namoro longo e te vês obrigada a cancelar todos os pormenores de um casamento que já estava até a ser delineado; se uma gripe forte te pega e te impede de ir com a tua melhor amiga ao show daquele cantor que ambas sonhavam ver desde pequenas; se aquele familiar que vem de longe para a tua festa de aniversário perde o voo e chega depois da data; e se e se...

São tantos os "se" e os "mas" desta vida, imprevistos que não podes de forma nenhuma adivinhar, e convenhamos, ninguém passa a vida inteira precavido achando que a todo o momento algo pode falhar. E então, a grande questão de tudo isso: "O QUE FAZER?!".

Bom, isto não é matemática e muito menos uma ciência exacta, nem tudo tem a mesma gravidade, e nem tudo é tão linear, mas duma coisa eu tenho certeza, não é a solução, mas é uma certeza que todos podemos e devemos manter connosco independentemente do que aconteça, "NÃO DESISTIR".

Se nos focarmos que dos nossos sonhos, jamais desistiremos, eu acredito que outras capacidades se juntarão ao nosso carácter, carisma ou personalidade, tal como a benevolência, a paciência, o compromisso, a sinceridade, a seriedade, o perdão, etc.

Obviamente que não quero com isto dizer que não devemos "fazer planos", que não devemos "sonhar em conjunto", que não devemos "acreditar no outro", nada disso, eu sou apologista que dentro do exequível, isso é saudável e perfeitamente possível, só não podemos, em momento algum, deixar de ser nós mesmos, deixar de ter os nossos sonhos, deixar de fazer o queremos realmente fazer, só porque algo ou alguém foi embora, só porque se esgotou a fonte de rendimento monetário, só porque o outro não foi capaz de continuar conjuntamente.
Acima de tudo, devemos preservar o que efectivamente depende de nós e da nossa capacidade... e assim o é com o sonho, e a nossa capacidade de continuar a sonha-lo!

Bom, e muitas outras palavras, conjecturas ou histórias se poderiam juntar a esta narrativa, mas a mim cabe-me cerrar por aqui, e deixar apenas a mensagem transmissível, em tempo, espaço, género, o que quiserem ou entenderem, cabe-vos a vós agora, a interpretação:
"O sonho é intemporal, e mantê-lo vivo, depende só de ti. Jamais desistas daquilo que te dá prazer, que te faz sonhar, da tua essência... porque acredita, o resto, vem por acréscimo".